Dicas

Duds e o yôga: mente – e corpo – saudável!

Postado por Duds

yoga_capa

Em setembro do ano passado eu finalmente comecei uma coisa que tava me prometendo há muito tempo: aulas de yôga. Como escola, escolhi o Método DeRose, que tem unidades em quase todos os estados do Brasil e alguns países do mundo. Como moro no ABC, a unidade escolhida foi a de São Bernardo.

Depois de conversar com um grande amigo que já fazia yôga nesse mesmo lugar, decidi que meus sábados daquele dia em diante seriam dedicados a cuidar de mim – física e mentalmente.

Desde então, a pergunta que me “atormenta” toda vez que o assunto surge é: mas então, como é isso aí? É isso que eu vou (tentar) explicar pra vocês aqui nesse post (que demorou mas saiu!).

Vou começar com uma citação de um dos livros do Método, que explica sobre o SwáSthya Yôga, que é o que você faz depois que passa por um tempo pela prática iniciante, que te prepara.

SwáSthya, em sânscrito, língua morta da Índia, significa auto-suficiência (swa = seu próprio). Também embute os significados de saúde, bem estar, conforto, satisfação. Pronuncia-se “suástia“. Em hindi, a língua mais falada da Índia, significa simplesmente saúde.

Luis Sérgio Álvares DeRose, o Mestre DeRose, é o fundador da primeira Universidade de Yôga do Brasil. Nascido no Rio de Janeiro, o Mestre tem vários títulos atribuídos a eles e inúmeros livros publicados, além de uma vida dedicada a espalhar seu conhecimento sobre a cultura hindi e sobre o yôga.

yoga_livros_02

O yôga praticado no Método é o que chamamos de prática ortodoxa, que é a mais autêntica, e dividida em oito angas:

Mudrá: Gesto reflexológico que “ajuda o praticante a conseguir um estado de receptividade superlativa”. Feito no começo de todas as aulas, é como se nossas mãos se tornassem um receptáculo das energias que serão geradas durante a prática.
Pújá: Retribuição ética de energia. Com as mãos unidas na frente do peito, é a técnica que estabelece uma sintonia entre o praticante e o arquétipo da linhagem. Ela é meio que em fases. Mentalizando a cor alaranjada, nós mentalizamos e envolvemos todos os seres que fazem parte da nossa rotina de alguma forma, seguindo pelos praticantes ao seu lado, passando pelo instrutor, pelos praticantes no mundo, pelo Mestre até chegarmos no próprio Shiva, o primeiro yôgin.
Mantra: Essa é a parte mais legal da prática (oi), pelo menos pra mim. Nessa parte da prática, nós vocalizamos sons e ultrassons que desobstrui os canais para que o prána (energia) possa circular.
Pránáyáma: São exercícios respiratórios que bombeiam o prána para que ele passe por todo o organismo a fim de distribuí-los pelos vários chakras que temos pelo corpo.
Kriyá: São atividades de purificação das mucosas, que têm a finalidade de auxiliar a limpeza do organismo. Nessa parte da prática, começamos a sentir mais intensamente os benefícios físicos, já que os exercícios executados no pránáyáma ajudam na digestão, na circulação e na respiração. O kriyá é um prepartatório para a próxima etapa.
Ásana: É a parte que todo mundo conhece do yôga. São procedimentos psicofísicos que produzem efeitos no corpo em termos de boa forma, flexibilidade, musculatura, equilibrio de peso e saúde em geral.
Yôganidrá: É onde descontraímos para que todo o processo das seis etapas anteriores seja assimilado e manifestado pelo nosso corpo.
Samyama: A última parte da prática consiste na concentração, meditação e samádhi (quando se atinge a comunhão com o universo, é o estado de meditação completa).

É isso, minha gente. Nosso método ortodoxo de ashtanga ásana, dividido em oito partes. Todo esse processo dura cerca de duas horas, mas cada instrutor tem sua maneira de aplicar esse tempo – às vezes são feitos mais ásanas e menos mantras, às vezes mais pránáyámas… e por aí vai.

yoga_qualidade

Mitos da prática de yôga

1) Para praticar yôga você precisa ser absolutamente flexível como uma artista de circo: não. Toda a prática de yôga é um processo evolutivo onde você trabalha sempre no seu tempo. Eu, por exemplo, não consigo fazer a invertida (ficar apoiada apenas sobre a cabeça) e quando comecei eu mal conseguia alcançar os joelhos com as mãos – hoje eu vou até o tornozelo (yay!)

2) Yôga é simplesmente fazer posições malucas e desconfortáveis: não. Acabei de descrever as oito partes de uma prática de yôga, das quais apenas uma é relativa a fazer “posições malucas”.

3) Yôga é força: sim e não. Claro que se você ficar absolutamente largado na posição você vai cair, se machucar, dar um jeito no braço, entre outras coisas incrivelmente prazeirosas, mas também não precisa ser a Graciane Barbosa. Mais do que força, o Mestre ensina que yôga é muito mais vontade. Uma coisa que eu não mencionei é que nós mentalizamos algumas cores que nos ajudam a permanecer mais tempo em um ásana sem forçar muito a vida, por exemplo: se precisamos de força para uma certa hora, mentalizamos tons alaranjados; se preciamos que certa região fique mais descontraída, mentalizamos a cor azul turquesa.

4) Todo yôgin é hippie, bicho-grilo, quer-viver-das-coisas-que-a-natureza-dá: não. NÃO. Apenas não. Sério mesmo?

Playlist para a prática de yôga

Na turma de SwáSthya não, mas quando comecei na turma de iniciante, nós não necessariamente ouvíamos músicas indianas. Enquanto fazíamos os ásanas, os exercícios respiratórios e outros que iam nos preparando, nós ouvíamos todo o tipo de música. Eu fiz uma playlist pra vocês terem uma ideia de como pode ser o clima.

Devo dizer que esse post foi muito legal de escrever, inclusive eu mesma aprendi muita coisa enquanto lia a bibliografia que me ajudou a elaborar a maioria dos pensamentos daqui. Espero que eu tenha esclarecido as dúvidas de vocês, matado a curiosidade, e se tiverem alguma pergunta por favor, use a caixa de comentários como se não houvesse amanhã!

Por último e não menos importante: ficou a fim? Porque não entra no site do Método e dá uma olhada? Garanto que não vai se arrepender 🙂

Fonte: esse post foi escrito com base na leitura do livro Yôga a sério – Esclarecimentos de ordem ética, filosófica, prática e pedagógica sobre o Yôga Antigo, escrito pelo Mestre DeRose.

5 Comments

  1. Arquetipos

    13 de março de 2016 at 01:49

    Estou lendo, ele é fantástico mesmo!!! Muito bom e tem me ajudado. FIca a dica 😉

  2. Gabriela mamae

    31 de março de 2016 at 16:10

    Duds, que lugar agradável e simpático. Eu sou fuçadora incansável da internet e sempre quando encontro um ambiente assim tão amigável fico encantada.
    Sou mamãe fazem 2 meses e estou praticando yoga aliado com exercícios do programa mamãe sarada, exercícios para fazer em casa mesmo.
    Como comecei a pouco tempo o Yoga ainda estou procurando mais informações e seu blog foi crucial nisso. Obrigada um beijo.

  3. Elisa Santos

    20 de abril de 2016 at 04:02

    Praticar Yoga é algo revigorante e maravilhoso, venho praticando ha cerca e 7 anos, desde quando me separei do pai dos meus filhos. Gostei!

Deixe um comentário