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Minha experiência com o Spotify

Postado por Duds

spotify

Antes de mais nada: esse artigo é sobre a minha experiência, NÃO é publi.

Desde que eu comecei a trabalhar, há uns quase três anos atrás (eita, giovana :O), eu descobri que minha produtividade cai pelo menos 40% se eu não tenho música pra me acompanhar. Como obviamente eu não posso (ou não podia) baixar músicas direto na minha máquina de trabalho na agência por motivos óbvios, eu tive que arrumar outros jeitos de ouvir música que não fosse meu iPod que não é nem obrigado a ter bateria infinita né, mores?

Depois de passar por alguns serviços, cheguei recentemente ao Spotify e parei. Nesse post eu vou tentar ser o mais sucinta possível e explicar porquê.

A saga: Grooveshark > Rdio > Deezer

Como eu ainda não manjava dos paranauês, fui direto no Grooveshark. Foi o primeiro que me recomendaram e eu fiquei com ele durante um bom tempo. Meus problemas com o GS eram dois, grandes: o peso e a desorganização. O site é incrivelmente pesado, lento pra fazer playlists, e, como eu sou designer e preciso ter na maioria das vezes pelo menos dois softwares abertos ao mesmo tempo que exigem muito do computador, a música ficava cortando. E música cortando ninguém merece. Quanto à desorganização, eu tenho TOC com música. Usar “TOC” é bem forte, mas é por aí. Não consigo viver quando os álbuns estão desorganizados – tudo bem estar sem capa, mas no mínimo esteja na ordem certa da tracklist. Coisa que, pela liberdade de upload, nem sempre acontecia no Grooveshark. Finalmente cansei e me vi com mais duas opções: Rdio e Deezer.

Acabei escolhendo o Rdio pra testar logo depois por motivos de: layout. De todos os serviços eu acho que o Rdio é o que tem o layout mais redondinho, aplausos por isso. Acabou que eu parei de usar muito rápido porque o streaming gratuito era (e ainda é) MUITO limitado – não como o Deezer, que na época eram 6 meses –, e aí fui embora com o coração partido.

Então veio meu caso de amor com o Deezer que durou mais que meu maior relacionamento com um cara.

O Deezer

Eu comecei usando o Deezer gratuito, e na época que eu me cadastrei eram incríveis 6 meses. Ao final desses 6 meses gratuitos eu estava tão satisfeita com o serviço que resolvi começar a pagar a conta premium. Não me arrependo em nenhum momento, o suporte deles é maravilhoso (tanto que te respondem VIA TWITTER, aqueles lindos <3) e eles têm um catálogo mega completo – que só não é mais completo por questões legais como Direitos Autorais. Quem me conhece sabe o quanto eu valorizo um catálogo completo, já que, como refém de The Voice, a maioria dos meus artistas favoritos lança EP no iTunes e o Deezer tinha no catálogo (oi, Max Milner, xêro pra você)! Finalmente, veio o Spotify.

Spotify: amor eterno até que a morte nos separe (de preferência por morte sua)

Antes do buzz começar no Brasil, eu já tinha ouvido alguma coisa sobre o serviço aqui e ali de um ou outro artista no Twitter da vida mas nunca tinha dado muita bola, confesso. Então, esse ano eu descobri que o serviço estava vindo para o Brasil, quase ao mesmo tempo que o Yhury do Vestiário veio me contar. Na época os cadastrados receberiam um e-mail para testar o programa beta e então só a partir daí isso seria mais público. Mal sabia eu que estava na primeira página de um livro de romance escrito por uma fusão de Nicholas Sparks com Spike Jonze.

Na moral, como funciona?

Só não e mais simples que qualquer outro serviço porque você precisa baixar um programa, e essa é a primeira diferença: o Spotify é de desktop, apesar de online. Ces entenderam, né? Toda a vantagem de um streaming online com o plus de não precisar deixar mais uma aba aberta no navegador. Bom, ce se cadastra, baixa o programa, faz login e a festa começa. Juro que é só isso.
Atualizado: minhas fontes (amigo lindo) acabou de me informar que dá sim pra ouvir pelo site, o programa é opcional. Todos concordamos que apenas keeps getting better?

Free x Premium

Vou ser bem sincera com vocês: se eu tô numa vibe musical eu não quero nenhuma propaganda me enchendo o saco e cortando meu barato. Simples assim. Se você não tiver mesmo a fim de pagar, vai ficar tudo bem, e você só vai ouvir as ads do Spotify (que são só promovendo o serviço mesmo, pelo menos por enquanto), mas eu honestamente não sei dizer com que frequência elas aparecem entre as faixas porque fiquei pouquíssimo tempo com a conta free. A conta free te dá acesso a quase todas as coisas legais do Spotify – pelo menos as essenciais – e dá pra se divertir bastante.

Já a conta amor premium te dá acesso ilimitado às músicas, e o meu uso principal é esse:

Aplicativo de celular com streaming offline

No Deezer premium também tem isso, e é basicamente você poder “baixar” as músicas no seu celular ou tablet e ouvir o quanto quiser, para toda a eternidade, sem precisar da internet pra isso – o que é lindo porque você tem o benefício de ouvir sua música poupando uma bateria linda. A vantagem do Spotify pro Deezer é que aparentemente os “dados” são consideravelmente mais leves. Na prática, isso significa que eu tenho mais de 200 faixas “baixadas” no meu celular no aplicativo do Spotify e meu telefone não fica zoado. Com o Deezer, eu baixava dois CDs e o aparelho já tava pedindo arrego.

Importante: todos podem baixar o app do Spotify, mas só usuários premium podem ouvir as músicas do catálogo do Spotify on demand, ou seja, escolhendo a faixa diretamente. Se você for um free user, aparentemente, você pode até ouvir do catálogo mas vai ser sempre em shuffle. Meh.
Importante também: o streaming offline também serve para o desktop, caso você esteja trabalhando sem internet. E se você baixar uma playlist no celular não significa que ela vai ser baixada no computador também, já que são dois dispositivos diferentes.

No geral, o Spotify, tanto free como premium, tem vários highlights bacanudos, aqui em lista vão os meus favoritos:

Proximidade artista x fã

Pode soar meio clichêzão, mas eu sou dessas que ama quando o artista tá próximo do fã, e o Spotify tem essa coisa bem legal onde os artistas têm “contas”, quase como se fosse uma page do Facebook. Nessas contas, os artistas fazem playlists que você pode seguir, seja com temas específicos, seja pessoal. Por exemplo, eu sigo uma playlist do Fall Out Boy onde eles fizeram uma compilação de várias músicas do gênero – clássicas e contemporâneas. Outra coisa que dá proximidade é o fato de haver mais gravações exclusivas para o Spotify – às vezes pequenos álbuns com quatro, cinco músicas acústicas exclusivas pro serviço. É bem massa.

Vai ter playlist sim e se reclamar vai ter duas!

A base da reputação do Spotify é a playlist, sem dúvida alguma. Você tem uma facilidade imensa tanto pra construir uma playlist como pra achar uma que você goste – usando ou a busca convencional pra procurar playlists de outros usuários ou simplesmente indo para a home do aplicativo e procurando uma das mil playlists muito (MUITO) legais feitas pela própria equipe do Spotify. E tem de tudo, desde yôga até músicas pra TPM passando por MPB brasileira e o chart da Billboard pra música country.

Uma coisa bem massa que aconteceu nessa Copa, por exemplo, foi que eles pegaram vários artistas brasileiros e internacionais pra fazerem suas playlists sobre a alegria do Brasil, a garra dos jogadores de futebol… A lista de “convidados” incluía algumas seleções inteiras como a do Japão, alguns jogadores específicos como o goleiro americano, e cantores como Gilberto Gil, Cláudia Leitte e até bandas como o Kaiser Chiefs! A que mais me chamou a atenção foi a da Shakira, que tinha, além de La La La e Waka Waka, tinha a música do Ricky Martin, Seven Nation Army do White Stripes, Radioactive do Imagine Dragons, Pompeii do Bastille e aquela delicinha de parceria do Sérgio Mendes com o Black Eyed Peas.

Pode passar quantas músicas quiser na rádio? Shut up and take my money!

ISSO MESMO: pode passar quantas músicas quiser na rádio. Uma coisa que não tinha no Pandora, por exemplo, e que não tem no 8tracks (mas esse já é outra história), onde há um limite de skips que você pode fazer, e pode levar você a ouvir coisas que não gosta, como sempre acontece comigo já que a Ellie Goulding dá um jeito de se enfiar em toda rádio que eu escolho, até na do Panic! at the Disco.

Lembram que eu falei que a base da reputação do Spotify é a playlist? Então, ela também não fica de fora: quando você “curte” uma música que tá tocando na rádio, além de otimizar a estação para que aquela música ou aquele artista toque mais vezes, a música vai direto pra uma playlist chamada “Curtida no Rádio” ou “Liked from Radio” (dependendo do seu idioma, claro), e você cria meio que sem querer uma playlist só com músicas que realmente estão no seu coraçãozinho!

Considerações finais

Bom, acho que mais de 1500 palavras depois, eu já disse tudo sobre a minha experiência com esse lindo do Spotify. Não pretendo voltar ao Deezer, mas não cancelei a assinatura (vai que). No final das contas, eu saí mega ganhando com o serviço premium, que, apesar de não ter exatamente todas as músicas do mundo no catálogo – devido a questões legais –, satifaz todas as minhas necessidades.

Espero que esse artigo grandão tenha te ajudado a tomar uma decisão sobre qual serviço usar, e se você teve alguma experiência positiva pra adicionar ou até mesmo uma negativa pra mostrar o outro lado da moeda, tá inclusive convidadíssimo a usar a caixa de comentários 🙂

Obrigada e até a próxima!

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17 Comments

  1. Yhury Nukui

    19 de julho de 2014 at 23:24

    Pro Spotify, eu só tenho algo a dizer: amor, amor, amor <3

  2. blogAML

    20 de julho de 2014 at 17:11

    Meu amor no spotify é antigo e já tive umas 2 contas no trambique antes deles lançarem o serviço aqui.
    Eu amo AMO o catálogo deles, mas o brasileiro ainda deixa um pouco a desejar na minha opinião. Mas eles super atualizam com frequência e os lançamentos geralmente entram mega rápidos, então oh: tudo bem.
    Eu morro de preguiça de sincronizar musica no ipod/phone e esse lance de playlist offline é uma beeeeença!
    Adorei seu post duds, tá super bem explicadin! <3

    Beijocas

    1. dudssaldanha

      20 de julho de 2014 at 19:38

      Nunca tive conta no trambique pra comparar, mas foram pouquíssimas coisas que fiquei bom biquinho porque ainda não tinha no catálogo daqui HAHAHA tá tudo bem mesmo <3 O streaming offline é mesmo um chuchu, melhor coisa!

      Obrigada pelo elogio, sua maravilosa <3

  3. Chell

    21 de julho de 2014 at 12:10

    Eu demorei pra cair no Spotify rs Usava muito rádios on-line e meu Google Music, que é onde deixo minhas músicas baixadas em nuvem pra nunca mais perder. Mas esse bichinho me conquistou. Tô abaixonada nas bandas que ele me apresenta e to pensando seriamente em assinar =D

    1. dudssaldanha

      27 de julho de 2014 at 13:24

      Google Music? :OO não conhecia! Assine, assine, ce não vai se arrepender! Beijo <3

  4. Throwback Thursday #4 e #5 | Avec Mes Louboutin

    25 de julho de 2014 at 00:04

    […] Minha experiência com o Spotify (Pode Chamar de Duds) ? Playlist para quem tem medo de avião (Juh Claro) ? Para ouvir: Banks […]

  5. Loma

    27 de julho de 2014 at 12:39

    Gostaria de compartilhar que o seu post conseguiu me convencer a pagar o premium, pq eu larguei o spotify por motivos de: propaganda chatonilda. Mas eu não fazia ideia de 1/3 dos benefícios e estou apaixonada. Devia ser publi sim e vc deveria ter descontos por esse post HAHAHAHA beijos <3

    1. dudssaldanha

      27 de julho de 2014 at 13:25

      HAHAHAHA sua linda <3 Obrigada pelo elogio e que bom que te convenceu! Missão cumprida! Fica a dica, Spotify *piscadinha* hahahaha Beixo :*

  6. Sunday, bloggy sunday 18 - Sernaiotto

    27 de julho de 2014 at 13:11

    […] Minha experiência com o Spotify {Pode me chamar de Duds} […]

  7. Juh Claro

    28 de julho de 2014 at 19:06

    Eu ainda não tomei vergonha na cara par dar uma olhada, mas vou super me esforçar pra fazer isso essa semana haha é que estou meio atarefada demais no trabalho, então fico ouvindo as minhas músicas do iTunes mesmo e fim – e até que gosto do Rdio, mas ele deixa meu browser muuuuito lento 🙁

    Enfim, AMEI o post <3 Me convenceu haha
    Beijo.

  8. Paula A.

    30 de julho de 2014 at 06:31

    Sem dúvidas o que mais adoro no Spotify são as playlists que eles mesmos fazem. Às vezes canso de ouvir as 'minhas' músicas e quero algo desconhecido, com aquela vibe música de cafeteria, sabe? hahah As playlists deles são excelentes pra isso. Sempre ouço a "dinner time" (ou algo assim) e uma com sunset whatever (memória maravilhosa rolando aqui).

  9. Spotify: minhas playlists favoritas | Pode chamar de Duds! – Nerdices, meninices e balas de caramelo.

    4 de agosto de 2014 at 14:08

    […] da resposta mega positiva ao primeiro post sobre o Spotify – e até várias pessoas lindas que assinaram a conta premium por minha causa (me contrata, […]

  10. Raone Araujo

    10 de agosto de 2014 at 14:09

    Quando conheci o Spotify a primeira coisa que fiz foi pesquisar álbuns de artistas que não encontrava com facilidade pra download na internet. Tipo o álbum "Roots Before Branches" da dupla Room for Two (vocalista que era jurada do The Glee Project — seeempre quis ouvir aquele disco e não encontrava nem no youtube pra streaming – chateado – com o Spotify ouvi o álbum e agora super recomendo). E também CD's solos de artistas da Broadway que é master difícil encontrar na internet com uma qualidade boa. Tipo o "Wish" da Sutton Foster. <3

    Me identifico demais com o seu gosto musical – principalmente os artistas countrys e alá The Voice. Descobri o seu blog hoje e já tá está nos meus favoritos. Curti demais o post. <3

  11. Carol Soledade

    23 de agosto de 2014 at 14:12

    Eu amo o Spotify de paixão, foi o primeiro serviço de música que usei – antes eu baixava no PC mesmo -, e, sabe, é o único serviço – além do Photoshop – que eu pagaria. ~desculpe outros serviços ~ Ele é ótimo, as propagandas não incomodam nem um pouco e as playlists ja me apresentaram á muita coisa boa!

  12. Beatriz

    24 de julho de 2015 at 21:15

    OI! Tenho uma conta free da spotify, e mesmo amando spotify cheguei a desinstalar o aplicativo do celular, pois so tocava no shuffle e eu quero escutar na ordem, até por que existe playlist pra isso.
    Mas o ponto é obrigado! Com uma lida no teu comentário eu consegui entender o que nem o site deles avisa, que tem que ser pagante para ouvir na ordem da lista!
    Eu so tenho um probleminha com ele, eu também tenho toque com isso e dependendo da lista eu quero organizar por ordem de "release" da musica, artista e albums em alguns casos, o que me deixa meio que não tão feliz, pois com o Spotify eu não posso mudar a ordem da lista eu tenho que ficar adicionando na ordem que quero do artista :(.
    Mas é ótimo em seus limites!

  13. Previously, no 2015 da Duds... | Pode Chamar de Duds

    4 de janeiro de 2016 at 15:42

    […] os 5 posts mais lidos foram os da minha experiência com o Spotify (acham que precisa de um update?), aquele que eu contei sobre o dia que eu parei de usar sutiã, […]

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