Livros, Resenhas

Desventuras em Série (1 a 7), Lemony Snicket

Postado por Duds

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Damocles-Dock_menor

Desventuras em Série
A Series Of Unfortunate Events (original)
Autor: Lemony Snicket
Ilustrações: Brett Helquist
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2001 – 2005 (os sete primeiros)
Edição: 1ª
Páginas: 200, em média
cinco

Depois de muito deliberar internamente se eu deveria ou não fazer uma resenha desses livros tão… singulares… eu decidi que IA TER RESENHA SIM, do melhor jeito possível pra não rolar spoilers muito gigantescos, então considerem esse post cheio de soft spoilers, se é que isso existe, ou seja, vou contar algumas coisas pequenas que você descobriria só lendo o livro mas que não estragam a brilhanteza de tudo.

Como são 13 livros, eu vou falar só dos 7 primeiros nesse primeiro post.

Uma breve história do tempo

Desventuras entrou na minha vida numa época sombria: era meu primeiro (e único, amém) ano em uma escola pública aqui da minha cidade, e eu não curtia muito não, pra ser bem sincera. Eu fiz amigos bacanas durante o tempo que estudei lá, mas o que eu mais gostava era a biblioteca, que era GIGANTE e tinha Harry Potter (importantíssimo, em se tratando de uma escola pública). Na mesma época que eu li o livro da minha infância toda, A Espiã, eu li Desventuras. Li todos, porque eles eram curtinhos e eu podia ler nos intervalos. Acontece que fazem 11 anos, e eu não lembrava mais. Só lembrava que eu tinha gostado muito.

Uns bons anos depois, na casa da minha amiga linda Poli, eu peguei o primeiro emprestado e comecei a releitura <3

Uma pequena nota

Os livros da Poli são comentados pelos amigos que já leram. O que torna a leitura MUITO MAIS divertida, como se você estivesse lendo em grupo. É maravilhoso e surgem coisas do tipo:

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Lemony Snicket

Lemony é o narrador onipresente das histórias, e ele está na história sem estar. Uma coisa sobre Lemony é que ele não existe, é o pseudônimo de Daniel Handler, e desde o primeiro livro dá-se a entender que ele fez parte da história de algum jeito mas que por algum motivo só pode contá-las.

É maravilhoso que as histórias sejam contadas por ele, e isso já começa na dedicatória dos livros, que são sempre à Beatrice –”Para Beatrice – Quando estávamos juntos, eu ficava sem fôlego. Agora, foi você quem ficou,” que é a do sétimo livro, ou “Para Beatrice – Você estará sempre na minha memória, no meu coração, e no seu túmulo,” que é a do quinto.

A narração é feita com um humor bem ácido e bem nonsense, e ele sempre começa os livros nos assegurando que a história que estamos prestes a ler é uma história de traição, e que desistir do livro é a melhor coisa que fazemos se não quisermos ficar agoniados com as tragédias dos Baudelaire. Durante o livro, Lemony mistura fatos engraçados de sua própria vida com reflexões sobre o cotidiano.

“Salas de espera, como tenho certeza de que vocês sabem, são pequenas salas com uma porção de cadeiras para esperar, bem como pilhas de revistas velhas e chatas para ler e algumas pinturas insípidas –a palavra ‘insípidas’ aqui significa ‘normalmente retratando cavalos num campo ou cachorrinhos numa cesta’– enquanto você aguenta o tédio que os médicos infligem aos seus pacientes antes de fazê-los entrar para cutucá-los e picá-los e fazer todas aquelas coisas malvadas que essas pessoas são pagas pra fazer.” O Elevador Ersatz, livro sexto.

Coisas que podem ser contadas com certeza*
*Importante: NADA do que eu vou contar aqui nessa parte é spoiler, porque está em todas as orelhas de todos os livros e é o básico pra você entender do que a história se trata.

Desventuras em Série é uma série (oi) de 13 livros que conta a trágica história dos irmãos Violet, Klaus e Sunny Baudelaire, que perdem os pais num terrível incêndio que acometeu a mansão onde eles moravam. No filme lançado em 2004, afirma-se que a história se passa em Boston, mas não há registros nos livros sobre locais “reais”, e por isso, ela é considerada uma série anacrônica: elementos, vestuários, objetos e invenções estão espalhados sem muita lógica, de modo que não dá pra localizar a história em uma época só –no caso de Desventuras, ela possui elementos tanto do século 18 como da década de 1930.

Sem pais, os Baudelaire ficam sob os cuidados do Sr. Poe, um banqueiro que tem acessos de tosse em todas as frases que diz e que apesar de ter muita boa vontade é bem fácil de ser enganado, e ele tem que procurar o parente mais próximo deles para que fiquem em seus cuidados até que Violet, a mais velha de catorze anos, atinja a maioridade e possa cuidar dos irmãos Klaus, dois anos mais novo, e Sunny, um bebê que tem mais ou menos um ano.

As três crianças têm habilidades especiais que vão ajudá-las ao longo dos livros: Violet é inventora, e quando amarra uma fita nos cabelos para tirá-los dos olhos, quer dizer que ela está inventando alguma coisa; Klaus é um pesquisador, e memorizou cada palavra que cada livro que leu durante toda a sua vida; Sunny tem quatro dentinhos muito afiados, e morde coisas.

Livro primeiro: Mau Começo

Aqui é onde tudo começa exatamente: os irmãos estão na praia quando de repente chega o Sr. Poe trazendo as más notícias de que seus pais estavam mortos. Ele então anuncia que o parente mais próximo deles e que irá ser seu tutor a partir daquele momento é o Conde Olaf, um sujeito com uma monocelha, olhos muito brilhantes, sorriso de quem acabou de contar uma piada e uma tatuagem de olho no tornozelo.

As crianças vão então para sua casa, e descobrem duas coisas importantíssimas. A primeira é que Olaf é um ator muito do ruim que lidera uma trupe de atores igualmente ruins –ou piores–, e a segunda e mais importante é que ele é uma pessoa absolutamente perversa, que bota os Baudelaires para fazer toda sorte de atividade doméstica, e que só está interessada na fortuna que os Baudelaire vão herdar quando Violet chegar à maioridade.

Esse livro é o menos dinâmico de todos –mas ainda assim bem surpreendentes em algumas partes (!!!)– justamente por ser o primeiro, e ter que apresentar diversas coisas pela primeira vez. O livro termina quando todos descobrem os verdadeiros motivos do Olaf querer “cuidar” das crianças e assim ele se torna o principal vilão da série.

Livro segundo: A Casa dos Répteis

Após o desastre com o Conde Olaf, o Sr. Poe deixa os órfãos aos cuidados do Dr. Montgomery, um cientista que estuda répteis e anfíbios. Tio Monty, como ele prefere ser chamado, também é responsável pelo descobrimento da Víbora Incrivelmente Mortífera, e ela fica na Sala dos Répteis, um cômodo da casa bem encantador. Ele é super agradável e fofo com as crianças e por um tempo parece que vai ficar tudo bem.

Eles descobrem que assim que o novo assistente dele chegar, Stefano, eles farão uma expedição ao Peru, mas assim que ele chega as crianças percebem que Stefano é o Conde Olaf disfarçado –o primeiro de muitos disfarces (foi importante eu dizer isso e estragar esse disfarce pra vocês perceberem que é assim que ele aparece nos próximos livros: sempre disfarçado).

Livro terceiro: O Lago das Sanguessugas

Após as coisas não darem certo com o Tio Monty por um motivo que eu jamais revelarei, os órfãos vão morar com a Tia Josephine, uma senhora já de idade que tem medo de todas as coisas –mas principalmente de corretores de imóveis–, é apaixonada pela gramática e mora em uma casinha com vista para o Lago Lacrimoso, onde há muitas sanguessugas que comem você se você chegar perto do mar sem ter esperado uma hora depois de comer (é sério).

É o livro mais legal, e que começa a introduzir umas pistas, ou seja, coisas que vão acontecendo ou bilhetes que aparecem e você se vê pensando junto com os Baudelaire o que aquilo pode significar. Essa é uma grande característica da narrativa de Lemony, que faz com que você realmente se sinta compelido a fazer parte da história e do desvendar daqueles mistérios.

Livro quarto: Serraria Baixo-Astral

Esse livro é realmente o mais bad vibes de todos, e ele tem algumas coisas ~mágicas~. Quando as coisas não certo com a Tia Josephine, as crianças vão para Paltryville, uma cidade que tem pouquíssimas coisas além de um prédio em formato de olho e a propriedade de seu novo tutor, a Serraria Alto-Astral, que é liderada pelo Senhor, um homem que eles nunca vêem pois está sempre atrás de uma fumaça de cigarro, e seu parceiro, Charles, que é bem fofo e bonzinho.

As crianças são obrigadas a trabalhar na serraria como todos os outros empregados e não “ficarem de boa” como filhos adotivos, e isso significa que eles dormem no alojamento dos empregados, trabalham demais e comem chiclete no almoço.

Livro quinto: Inferno no Colégio Interno

Esse livro é meio um marco. Após as desventuras na Serraria que ainda bem acabaram, as crianças vão para a Escola Preparatória Prufrock, ou Prep Prufrock, cujo lema é “Memento Mori“, ou “Lembre-se de que morrerá.” Na Prep Prufrock as coisas começam a ficar realmente interessante e Lemony começa a entregar na narrativa que talvez ele seja bem mais que um simples narrador, de uma forma bem sutil. As coisas começam a ficar mais amarradas depois de todos os “olhos” que as crianças têm visto desde a casa do Conde Olaf e que podem ter algo a ver com a morte de seus pais e o incêndio “acidental”. Se antes a história era tragicômica, agora é realmente interessante e misteriosa.

Parte da “amarração” e do mistério, é o fato de que as crianças encontram os trigêmeos Quagmire, Duncan e Isadora, cujos pais e irmão gêmeo também morreram em um trágico incêndio e que herdarão uma fortuna de safiras quando atingirem a maioridade. Duncan e Isadora, assim como Violet, Klaus e Sunny, também possuem talentos: Duncan quer ser jornalista, e anota tudo que descobre e pode ser história em um caderno; Isadora quer ser poeta, e escreve bastante em dísticos, pequenos poemas de duas linhas.

É o livro mais fascinante de todos, nele os Baudelaire fazem amigos <3 e também descobrem coisas relacionadas ao seu passado, como a existência de CSC, desvendada por Duncan e Isadora.

Livro sexto: O Elevador Ersatz

Depois da mãe de todas as desventuras, que faz você tacar o quinto livro pela janela ou embaixo do trem, Violet, Sunny e Klaus vão morar no bairro próximo de sua mansão original com o casal Jerome, o mais próximo de adulto legal que eles encontraram até então, e Esmé Squalor, a sexta consultoria financeira mais bem sucedida da cidade, e que se preocupa com aquilo que está in e out, na moda ou não. Os dois moram na Avenida Sombria, 667, e logo que os Baudelaire chegam, descobrem que luzes estão out, por isso é sempre tudo muito escuro, e que as escadas estão in, por isso os elevadores não funcionam.

O mistério sobre CSC continua firme e forte, mas aqui sem tantas descobertas por parte disso. É nesse livro também que Lemony menciona Beatrice indiretamente, como se ela fosse parte da história dos Baudelaire de alguma forma.

Livro sétimo: A Cidade Sinistra dos Corvos

Após as coisas não terem dado certo com os Squalor de um jeito incrivelmente bad vibes, os Baudelaire são mandados para a cidade Cultores Solidários de Corvídeos, seguindo o aforismo “é preciso uma cidade para educar uma criança“, o que quer dizer que toda a cidade fica encarregada de ser tutora do órfão/órfãos que aparecem lá. Quando eles chegam na cidade, que é cheia de regras, eles acabam indo morar com Hector, o factótum –palavra que aqui quer dizer “pessoa que faz tudo”– da cidade.

A história começa a nos despistar, e logo pelo título do livro e nome da cidade já dá pra saber disso: Cidade Sinistra dos Corvos, Cultores Solidários de Corvídeos. Nesse livro as crianças descobrem mais um pouco sobre a história do olho tatuado no tornolezo do Olaf, conseguem algumas anotações dos trigêmeos Quagmire para ajudá-los e um homem chamado Jacques que tem um sobrenome bem interessante morre injustamente.

Esse é um dos livros mais legais porque começamos a ver uma certa liberdade por parte do narrador, e um certo sentimento estar chegando perto apesar de ainda faltarem seis livros. Nesse livro também temos vários easter eggs com Edgar Allan Poe: os corvos por si sós, a Árvore do Nunca Mais (nevermore!) e o aparecimento do famoso detetive Dupin (personagem de contos como Assassinatos na Rua Morgue). Inteligentíssimo <3

Cartas ao editor

Ao final de cada livro, Lemony escreve uma carta ao editor do livro, no primeiro papel que estiver disponível: papel de pão, versos de outra carta ou um telegrama. Nele, ele dá dicas sobre o que vai estar no livro a seguir e também se dirige ao ilustrador da série, Brett Helquist (uma pessoa real, vale ressaltar), normalmente dizendo que está mandando fotos ou objetos que vão auxiliá-lo em suas ilustrações. É tudo parte de um mesmo universo, é lindo e muito bem amarrado!

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Spoilers safados nas ilustrações do começo dos capítulos, hein, Sr. Helquist!

Conclusão ersatz*
* A palavra “ersatz” aqui significa “conclusão falsa, já que é sobre os sete primeiros livros apenas, e não sobre todos.

A leitura dos livros é bem fluida e bem curtinha, são livros que você consegue ler em apenas um dia se quiser. A narrativa engraçada e cheia de humor ácido garante boas risadas enquanto conduz o leitor por toda a sorte de desventuras pelas quais os Baudelaire passam.

Esses sete primeiros livros foram baseados nos Baudelaire pulando de um tutor para o outro, e juntando pistas para desvendar o que aconteceu com seus pais –e quem sabe até com os pais dos Quagmire?– de modo que ela começa a ficar mais interessante mesmo a partir do quinto livro quando eles não têm mais que apenas sobreviver em situações horríveis mas também tentar se livrar do Olaf de uma vez por todas.

São livros ideais para passar o tempo de maneira bem engenhosa, e eu estou ansiosíssima para terminar a saga e voltar com a parte dois da resenha dos Baudelaire!

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14 Comments

  1. Isadora

    16 de fevereiro de 2015 at 09:55

    uma das minhas séries preferidas, adoro o jeito carrancudo e sem a menor noção que o Snicket joga as crianças, sem o menor medo de aliviar pro leitor. adorei a resenha em combo! 🙂

    1. dudssaldanha

      16 de fevereiro de 2015 at 22:20

      SIM, o jeito do lemony escrever é incrível mesmo HAHAHAHAHAH <3 feliz que tu gostou da resenha!

  2. May

    16 de fevereiro de 2015 at 19:58

    Eu nunca li essa série, mas todo mundo me recomenda MUITO! Quem sabe esse ano não seja O ano, né? HAHA Achei legal a ideia de o narrador não participar da história, me lembrou "A Cidade e As Serras" do Eça de Queirós!

    Beijinhos,
    May :*

    1. dudssaldanha

      16 de fevereiro de 2015 at 22:20

      LEIA, MULHER! é muito incrível, ce vai amar hahahahah

  3. Mareska

    16 de fevereiro de 2015 at 23:39

    Eu li parte da série quando era beeeem novinha até o quarto livro, acho, mas aí acabei deixando pra lá. Mas é uma das que pretendo reler/chegar ao final!

    1. dudssaldanha

      17 de fevereiro de 2015 at 12:30

      é uma grande série de livro muito muito fofa, apesar de todo o humor ácido do lemony hahahahah <3

  4. Tayxoca

    17 de fevereiro de 2015 at 13:44

    Duds, não me mata, mas esse são os livros que deram o filme do Jim Carey né?

    Sempre fiquei curiosa com eles!! Só não tive coragem de ler ainda.

    Obrigada por aquecer meu coraçãozinho dando chances ao livro 😀

  5. Beatriz

    24 de fevereiro de 2015 at 15:29

    ai meu deus, esse post! estou relendo os livros, no momento ♥

    eu lembro de ter assistido o filme em dvd um ano depois do lançamento, e consegui ler até o volume dez em 2007. de lá pra cá, nunca tinha conseguido ler o resto porque: 1) a biblioteca onde eu pegava emprestado não tinha além do livro décimo; 2) eu sempre tive esperanças de comprar a coleção completa no submarino e nunca sobrou dinheiro ;_;
    acabei baixando todos em pdf mês passado para ler no tablet nas viagens de ida e volta da aula. já estou terminando o elevador ersatz, vou emendar com cidade sinistra dos corvos! <3

    acho a escrita do lemony "daniel handler" snicket sensacional. não é rebuscada, não é infantil demais. é bem objetiva, instigante, e atemporal, fora as inúmeras referências à literatura clássica. espero conseguir comprar a coleção completa esse ano ainda, quero colocar os livros na minha coleção e ler pro meu filho daqui a alguns anos ♥_♥

    beijo, duds!

  6. Sunday Links #2 - ImaginandaImaginanda

    25 de maio de 2015 at 14:33

    […] uma resenha da Duds sobres os sete primeiros livros de Desventuras em Série, vou ser sincera, amo o filme de paixão, mas nunca parei pra ler os livros, shame on me, vamos […]

  7. Daniela

    7 de agosto de 2015 at 20:11

    Eu li a série toda. Lembro que até o 7º mais ou menos, eu li em ritmo acelerado, 1 livro a cada três dias, porque eu realmente me prendi à história. Depois eu me cansei e só continuei porque já que tinha passado tanto tempo lendo até então, "tinha" que terminar a série. Quando terminei fiquei meio "irada" com o final nos primeiros dias que se seguiram, depois me dei conta que o autor realmente fez tudo o que prometeu o tempo todo, só eu que não acreditei… em seguida percebi que se o autor era capaz de me fazer sentir "ódio" dele, é porque ele escreve muito bem. Então, adorei a sensação de ter lido a série! Confuso, né? é o que as Desventuras causam… Obrigada pela resenha. Foi a melhor que já li desta série. Outras pessoas ficam tentando tirar lições da leitura e viajam demais.

  8. Leitora

    16 de outubro de 2015 at 22:30

    Só eu odiei esses livros? Uma leitura maçante, completamente previsível, precisava enrolar tanto em 13 livros? Eu mesmo só terminei de ler por questão de orgulho porque achei eles insuportáveis, pulei a maioria das partes em que o autor começa a devanear e fugir da história e ficava profundamente irritada com aquela introdução igual e com o fato dele ficar colocando " palavra que aqui significa blabla". Sem contar na cronologia que não faz sentido nenhum. Eu acho extremamente desencorajador para uma criança de uns 12, 13 anos (público alvo) que escolhe essa série para ser a primeira que irá ler e se depara com isso. O comprometimento com essa leitura se arrasta e ninguém nunca lê ela completa sem ter grandes intervalos entre um e outro, simplesmente pelo fato de ninguém ter paciência de ler a mesmíssima história em 13 livros seguidos.

  9. Debora

    14 de dezembro de 2015 at 21:55

    Li os 13 livros em 13 dias.

  10. Fred

    30 de março de 2016 at 10:31

    Seu artigo me inspirou muito em ler os livros, muito obrigado por compartilhar.

  11. Monica Bent

    4 de abril de 2016 at 15:30

    Boa dica de livro, fiquei interessada.

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