Música

#vaiterpostsim: Jack White

Postado por Duds

Tô numa vibe de Lollapalooza como nunca estive antes, em parte por ter sido uma experiência de festival muito satisfatória, em parte porque eu vi muitos artistas que eu tava querendo muito ver na vida há muito tempo, e um deles foi esse lindo que chamamos de Jack White e que #vaiterpostsim hoje!

Uma coisa muito importante que vocês precisam saber sobre Jack White é que o nome dele não é Jack, e o sobrenome dele não é White. O quê? Isso mesmo. O nome dele é John e o sobrenome dele é Gillis. White era o sobrenome da primeira esposa dele, a Meg, companheira de White Stripes. Então sua vida de fã foi uma mentira? Sim.

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Eu sempre fui fã assumida de The White Stripes, desde os primeiros discos, então quando o Jack começou a entrar em projetos paralelos como o The Dead Weather e o The Racounteurs –que são muito bons, não me leve a mal– eu sabia que algo muito ruim estava para chegar. A banda era formada pelo Jack e sua esposa na época, Meg White, e acabou em 2011, deixando uma Duds órfã cantando Seven Nation Army para lembrar dos velhos tempos.

Em 2008, Jack fez uma música com a Alicia Keys para a trilha sonora de 007 – Quantum of Solace, e em 2009 ele participou de um documentário chamado It Might Get Loud (A Todo Volume, em português), que eu recomendo fortemente e que conta a historinha de três pequenos guitarristas: Jack e seus amiguinhos Jimmy Page (Led Zeppelin) e The Edge (U2).

Depois disso, ele ficou um tempinho trabalhando com pequenos artistas como Beck e Bob Dylan, e em 2012 ele anunciou que ia sair em carreira solo. Eu ainda estava magoada demais para aceitar que ia ser o que foi: 01 maravilha destruidora. Love Interruption foi o primeiro single.

O que Jack faz em sua carreira solo é muito diferente daquilo que ele fazia com todas as outras bandas que teve. Em The White Stripes, o som era bem mais rústico, beirando o improvisado; The Dead Weather tem o poder de vocais femininos muito mais frequentes e The Racounteurs é uma pegada mais rock onde dá pra entender o que ele tá falando –na maioria das vezes–, é puro e limpo. Com sua banda atual, Jack pode fazer o que quiser, literalmente, como ir de frases limpas como em Love Interruption até batidas mais frenéticas com riffs grudentos como em Freedom At 21 e I’m Shakin’ (que rendeu um vídeo tão bom que foi indicado a Clipe do Ano), músicas de seu primeiro e Grammy-nominated elogiadíssimo álbum Blunderbuss.

A liberdade que Jack teve em seu primeiro disco fez com que ele montasse fluidamente sua própria identidade visual, que gira em torno do vintage e do azul, e também fez com que seu segundo álbum, Lazaretto, fosse um dos mais esperados do ano passado. Mais uma vez, só genialidades, sem decepções, e muito mais vocais de sua parceira de palco Lillie Mae, que é absurdamente genial.

Apesar de eu gostar muito do primeiro álbum, Lazaretto é meu favorito justamente pelo conceito sob o qual foi produzido. Em uma entrevista à rádio Pandora, Jack falou sobre a composição das letras ter sido “em conjunto com meu eu mais novo“, já que muitas das letras vieram de pequenos poemas que ele escrevia quando adolescente. Ele diz que foi como ensinar um Jack de 15 anos a compor uma música.

Lazaretto também vem CHEIO de experimentações, tanto no som –que gira em torno do garage, blues e country– como na apresentação: uma versão limitada do vinil chama Ultra e, além de ter uma edição que vem no azul turquesa característico, ainda tem uma “normal” (preta) que brinca com HOLOGRAMAS, minha gente.

O álbum tem 3 singles por enquanto: Lazaretto, Would You Fight For My Love? e The Black Bat Licorice.

Jack é proprietário da gravadora Third Man Records, que fica em Nashville, e que também tem uma loja de discos física, uma vez que a TMR investe muito em trazer o vinil de volta para o mercado. De vez em quando eles participam de feiras e têm uma espécie de “music truck”, uma loja e estúdio móveis.

A fase de Lazaretto também representou a “saída da toca”, que fez com que ele voltasse a ir em programas, coisa que tinha parado de fazer.

Na mesma entrevista à Pandora, Jack fala que ter aberto a TMR foi uma das melhores coisas que ele já fez, e que ser pioneiro em projetos importantes para a indústria dos vinis é muito satisfatório e deixa ele sempre em contato com ótimos músicos com quem ele tem a oportunidade de trabalhar.

É um dos artistas que eu mais admiro, e eu espero que tenha convencido vocês a amá-lo tanto quanto eu <3

Um beijo e um xêro,

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6 Comments

  1. Chell

    10 de abril de 2015 at 08:42

    Eu gosto do JW, mas não tanto rsss sei lá porque. Só sei que meu irmão disse que foi num show dele e achou foda, que o cara toca demaaaaais.

    1. dudssaldanha

      11 de abril de 2015 at 00:06

      o último que eu fui (o do lolla), não tinha UM espaço sem música. UM.

  2. Camila Faria

    13 de abril de 2015 at 11:39

    Eu acho o Jack White sensacional! Fui num show do White Stripes aqui no Rio há milênios e foi incrível. Fiquei ainda mais fã dele!
    http://naomemandeflores.com

    1. dudssaldanha

      13 de abril de 2015 at 13:31

      SIM, quando acabou meu coração se quebrou </3

  3. Bessie B

    12 de maio de 2015 at 19:37

    COMENTANDO NUM POST ANTIGO POR RAZÕES DE AMOR AO JACK WHITE HAHAH <3 Esse cara é demais! Acho que depois que acabou The White Strips ele melhorou muito! <3

    1. dudssaldanha

      13 de maio de 2015 at 12:17

      NOSSA ME ABRAÇA EU TAMBEM ACHEEEEEEEEEEI <3 gosto muito mais do jack de agora!

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